Historia da Igreja

Historia da igreja

a) Do ano 1 ao ano 33:
.
– Vida de Jesus (nascimento, ministério, morte e ressurreição).

b) Do ano 34 ao ano 49

– Primeiras comunidades cristãs em Jerusalém;
– Conversões entre os judeus da Diáspora;
– Conversão do Apóstolo Paulo (ano 37);
– 1ª viagem missionária de Paulo ( anos 45 a 49);
– Concílio de Jerusalém no ano 49 (Cf. At 15).

Do ano 49 ao ano 62:
– Paulo funda algumas comunidades cristãs no mundo gentílico (greco-romano);
Nero no ano 55 coloca fogo em Roma e culpa os cristãos e judeus, daí inicia uma cruel perseguição aos judeus e cristãos de Roma.
– 2ª viagem missionária de Paulo (anos 49 a 52);
– 3ª viagem missionária de Paulo (anos 53 a 58);
– Nesta época são escritos uns primeiros rascunhos sobre os feitos e ditos de Jesus, que os historiadores bíblicos chamam de “Fonte Q”. Também são escritos os livros bíblicos de 1ª Epístola aos Tessalonissenses (primeiro livro do Novo Testamento a ser escrito!), Filipenses, Gálatas, Filemon, 1 e 2 Coríntios e Romanos.
– Escritos sobre esta época: At 16-28, Fp 3-4 e 1 e 2 Co.
c) Do ano 62 ao ano 70:
– Do ano 62 ao 90 marca a expansão do cristianismo.
– A perseguição em Roma continua e os judeus e cristãos abandonam a cidade;
– Martírios de Tiago, Pedro e Paulo;
– Em Jerusalém os romanos tentam profanar o templo judeu. Os judeus se rebelam contra Roma (guerra nos anos 66 a 70). Jerusalém é massacrada e o templo destruído (ano 70) pelo general Tito;
– Os cristãos que eram considerados um dos partidos (grupos) religiosos judeus (freqüentando, inclusive o templo e as sinagogas) são expulsos do judaísmo (ano 70), e formam, a partir desta data, uma religião independente: o Cristianismo.

Do ano 71 ao ano 90:
– A perseguição aos cristãos expande-se para fora da cidade de Roma.
Vespasiano (anos 68 a 79) e Tito (anos 79 a 81), o que destruiu Jerusalém.
– Nesse período foram escritos os evangelhos de Mateus e Lucas, Atos dos Apóstolos, 2 Tessalonissenses, Colossenses, Efésios, Tiago e 1 Pedro.
– Escritos sobre esta época: relatos do judeu historiador Flávio Josefo.
e) Do ano 91 ao 100:
– As perseguições aos judeus e cristãos se intensificam e alcançam praticamente todos os lugares dominados pelo Império Romano;
– Expansão do Cristianismo na Ásia;
– Imperador Domiciano se proclama deus;
– Nos anos 90 a 95 acontece o Concílio judeu de Jâmnia que define o cânone judeu do AT. Este Concílio recusa os 7 livros do AT (versão da Septuaginta) escritos em grego.

f) Do ano 100 ao ano 135:
– Continua a perseguição romana aos cristãos e judeus por todo o Império;
– Nesse período acontecem várias sublevações (revoltas) judias duramente reprimidas pelo exército romano;
– Martírios de Simeão, bispo cristão de Jerusalém, e de Inácio, bispo cristão de Antioquia.
– O império Romano declara ilegal o cristianismo (ano 112): ser cristão é um crime. mas surge uma nova geração de líderes cristãos. São chamados de “Os pais da Igreja”. São conhecidos também como os apologistas. E deste período as cartas de Inácio, Policarpo e Barnabé.

– 2ª Guerra dos judeus contra o Império Romano (anos 132 a 135). Novamente os judeus são massacrados. Jerusalém é novamente destruída. Os cristãos de Jerusalém são dispersados e a Igreja de Jerusalém é extinta.

– Os evangelhos e as epístolas são chamados pela primeira vez de Escrituras Sagradas (ano 131).

– Começa a surgir dentro das próprias igrejas muitas heresias (doutrinas que vão contra o ensino bíblico), como por exemplo o Gnosticismo que nega a humanidade (a encarnação de Jesus, portanto) de Jesus (ano 135).
2) Outros principais acontecimentos do II Século (a partir do ano 135):
a) Surgem muitas heresias (doutrinas que vão contra o ensino bíblico, ensinos falsos sobre Jesus e a fé cristã) no meio da Igreja, por exemplo:
a.1) Gnosticismo: nega que Jesus é também humano (ano 135);
a.2) Marcião: Marcião era um líder da Igreja. Diz que o Deus do Antigo Testamento não é o mesmo Deus do Novo Testamento, e por isso não o aceita. Propõe uma das primeiras coleções de escritos para o cânon do que mais tarde viria a ser o Novo Testamento. Fazem parte de sua lista 10 cartas do Apóstolo Paulo e o Evangelho de Lucas (ano 150);
a.3) Montanismo: Montano proclamou-se instrumento pelo qual o Espírito Santo falava; foi contra bispos; afirmou que o fim do mundo ocorreria em Frígia; pregou o jejum, celibato, não comer carne, etc. Teve o apoio de duas profetizas: Priscila e Maximila.
b) Surge o Credo Apostólico. Diante de tantas heresias, os cristãos se reuniram e fizeram um credo declarando em que criam. “Cremos em Deus Pai, Criador de todas as coisas…”
c) A Igreja passa a chamar-se “Católica” (palavra grega que quer dizer “universal”). Isso se dá entre os anos 160 e 190.
d) A cidade de Roma, capital do poderoso Império Romano, passa a ser também a “capital” mundial (o centro) do cristianismo. A Igreja cristã em Jerusalém, centro do cristianismo, foi destroçada pelo exército romano em 135. Roma era a capital do Império Romano e Irineu de Leão atribui a Paulo e a Pedro a fundação da Igreja em Roma, pedindo, por isso, que todas as Igrejas das demais cidades estivessem em conformidade com o ensino da Igreja de Roma. Nasce aqui a semente do papado e da igreja romana
e) Entre o II e o VI séculos surge a crença no purgatório.

– Para o governo romano ainda é crime ser cristão;
– A partir de 248, quando Roma comemorava seus 1000 anos de existência, o imperador Décio promove, como parte das celebrações, uma grande “caçada” (perseguição) à Igreja cristã;
– Cipriano afirma que o bispo da Igreja é o chefe dos pastores, o guardião da verdade dos apóstolos (a “doutrina dos apóstolos”, cf. At 2:42).
– No ano 260 o imperador Galieno faz um edito ordenando que se acabasse com a perseguição aos cristãos em todo império romano. Há neste período um grande crescimento e expansão missionária da Igreja, alcançando a Ásia Menor, Síria, Norte da África, Itália Central e Espanha.
– Neste século começa a grande ênfase à Virgem Maria, como mãe de Jesus e, com ele, co-redentora.
– Nos anos 284-305 voltam às perseguições aos cristãos: o imperador Diocleciano fez feroz perseguição aos cristãos. Tudo quanto era catástrofe (terremoto, seca prolongada, etc) era atribuída ao “mau agouro” (misantropia) dos cristãos por recusarem-se a participar dos jogos e demais atividades sociais, geralmente em honra a algum deus romano.

– No ano 311, acontece o fim das perseguições aos cristãos. Constantino, Licínio e Galilério, que lutavam pelo poder do Império Romano, publicam o EDITO DE TOLERÂNCIA para com os cristãos, sob a condição de que eles não praticassem nada contra a disciplina.
– No ano 313, Constantino (que havia derrotado Galilério) e Licínio que ainda brigam pelo poder, publicam o EDITO DE MILÃO que reconhece e legaliza a religião cristã em todo o Império;
– Em 323, Constantino derrota Licínio, tornando-se o único governante romano (o Imperador) e passa a proteger os cristãos, minoria dentro do Império. O Imperador Constantino torna o cristianismo a religião oficial do Império, ou seja, todos os povos e súditos passam obrigatoriamente a se “converterem” ao cristianismo. Constantino decreta o Domingo, o 1º dia da semana, e data que os cristãos celebravam a ressurreição de Jesus como o “dia de descanso”.
– A aliança entre o cristianismo e o império é tão forte que o imperador passa de fato a governar também a Igreja e a ser a autoridade maior para resolver suas questões eclesiásticas e bíblico-teológicas. Os inimigos da Igreja passam a ser também inimigos do Império, e os inimigos do Império passam a ser os inimigos da Igreja. A cruz (religião) e a espada (império, poder, exército) vão de mãos dadas pelo “caminho largo”. A espada protege a cruz e a cruz abençoa e legitima a espada e suas obras.

– Nesse século inicia-se a vida monástica – foram fundados mosteiros e conventos no Egito – o objetivo era fugir da vida materialista que prejudicava a moral cristã.

– Entre 340 a 420 viveu São Jerônimo, um dos pensadores mais capaz que a Igreja ocidental já teve. Sua vida religiosa aconteceu num mosteiro. Traduziu o novo testamento para o latim, a língua do povo. Essa tradução chamou-se Vulgata, palavra derivada de “vulgo” que quer dizer povo.
– A Igreja começa a “cair” (perder sua característica evangélica de seguidora de Jesus). Passou a considerar as pessoas como cristãs, sem haver a exigência da conversão. Passou a se preocupar e importar mais com os interesses políticos e materiais (riqueza, poder, luxúria, grandes templos e catedrais) do que com sua missão evangelizadora. Em certa época da história o Papa chegou a ter seu próprio exército! Contra essas coisas aparecem homens como São Francisco de Assis, Arnaldo (queimado na fogueira da Inquisição em 1155), Pedro de Bruys (queimado na fogueira da Inquisição em 1130), São Domingos, João Huss (queimado na fogueira da Inquisição em 1414) e Martinho Lutero, que no ano de 1516, promoveu o movimento chamado de REFORMA. Por tentar REFORMAR Lutero foi chamado de “herege” e o Papa pediu que ele se arrependesse, do contrário seria condenado à fogueira. Lutero não voltou atrás e foi condenado, mas conseguiu fugir. Muitos príncipes apoiaram Lutero. Ele foi excomungado da Igreja, junto dos seus simpatizantes. Nasce aí a Igreja Protestante ou Evangélica.